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4/3/2009
Segue abaixo o relato e algumas fotos, que não estão em ordem, de mais uma Expedição do Jeep Clube de Vinhedo que foi um sucesso, onde o destino foi a maravilhosa Serra da Canastra. Conseguimos reunir 12 veículos com as devidas famílias e, como já tem acontecido, esperamos que cada vez mais as adesões aumentem. Na sexta-feira, 21.02.2009, saímos rumo a Franca para pernoitar e no sábado cedo seguirmos em direção a Serra da Canastra. Alguns seguiram para Franca na sexta-feira pela manhã, outros no meio da tarde e o restante no início da noite. Algumas mulheres aproveitaram para gastar um pouco comprando sapatos e outras até que gostariam, mas não foi possível. Loló, Diogo e Fábio Veneziano foram os últimos a chegarem por volta da meia-noite. A turma que iria pela balsa, já estava toda de pé por volta das 5h30m da manhã, tomando café, todos animados e começando com as palhaçadas. As 06h15m saímos do hotel de Franca em direção à balsa. Abastecemos, regulamos os pneus e pé na estrada. 5m após a partida, "Pit"Vilma já estava no "escritório" enquanto o Venê verificava no GPS qual o caminho seguir, pois, estávamos em um trevo sem sinalização. A "Pit"Vilma foi mais rápida....hehehehe..... Chegamos na fila da balsa, bem em frente à placa que sinalizava que faltavam 500m para a mesma. Apesar do horário, descemos dos veículos e iniciamos uma verdadeira festa. Fotos, filmes, bagunça, lanches, bebidas, molecada na rua, protetor solar em série, etc... Loló e Dekão aproveitaram a parada para dar uma passeada de balsa, que na verdade foram duas idas e duas voltas. O Animalzinho aproveitou para arrumar uma confusão com dois adolescentes bêbados querendo cortar fila e correndo com o veículo, colocando em risco as crianças, não só as nossas, mas de todos que estavam na fila. Nessa ocasião o Fábio aproveitou para ajudar a botar lenha na fogueira....hehehe... Ameaças de morte à parte, seguimos....hehehe
Quando chegamos na fila da balsa, encontramos o Pedrão, irmão do Venê, que iria nos guiar pela serra. Ele estava a uns 10 veículos a nossa frente. Ficamos na fila por mais ou menos 1hora, quando finalmente subimos na balsa e fizemos a travessia. Tudo uma grande festa!!! Mais fotos e filmes, e bem na rampa de acesso, de onde fomos advertidos várias vezes para sairmos...hehehe. O Pedrão foi uma balsa na nossa frente. Descendo da balsa, seguimos rumo ao posto de Delfinópolis para encontrarmos novamente o Pedrão, comprarmos gelo, lanches, usarmos banheiro e aí sim pé na estrada...
A aventura estava só começando....kkkkk Após a apresentação do Pedrão e da Dna. Leonor (Lê), a todos, partimos!!! O destino era a subida do Claro, Caminho do Céu, Babilônia, Chapadão e S.J. do Barreiro. Algumas estradas de terra tranqüilas e começaram as brincadeiras de gente grande, com alguns passando por dentro de um riozinho. Logo em seguida avisamos o Animalzinho que o thule (bagageiro), estava balançando muito e que parecia que estava caindo. Essa foi a primeira parada, numa verdadeira areia de praia e bem numa curva que tinha um visual maravilhoso...Enquanto alguns trabalhavam (Luiz, Alberto, Diogo e Fábio), o resto dava palpite e aproveitava para tirar fotos...O calor já era insuportável....hehehe Resolvido o problema seguimos viagem, sempre subindo e com lindas paisagens... Chegamos na subida do Alberto.... hehehe A subida não era muito íngreme, porém, um pouco acima do meio era necessário fazer um “S” para a esquerda, pois, se subisse reto seria muito perigoso, já que corria água o ano todo e o local era muito escorregadio e já havia capotado uma cherokee de um amigo do Pedrão. Quando o Pedrão falou isso, acredito que o Alberto não tenha escutado, pq ele fez exatamente o q NÃO era pra fazer e acabou dando um grande susto em todos, pois, o carro escorregou de lado e quando parou chegou a levantar a lateral quase capotando. Segura daqui, segura dali, felizmente nada de mal aconteceu e algumas pessoas que já estavam no local ajudaram o mesmo a sair da enroscada... Feito isso, venceram mais um obstáculo e terminaram a subida, enquanto o Loló subia tranqüilamente por uma lateral e os aguardava lá no topo para mais fotos e filmagens, de uma vista que não tem palavras.... Continuamos, mas dessa vez mudou um pouco a paisagem. Iniciamos a passagem por entre pedras que mais pareciam feitas a mão, porém, era a natureza que cuidava de tudo aquilo...Fantástico!!! Vencido mais esse obstáculo, partimos para mais trilhas entre pedras, subidas íngremes e descidas pesadas...e o carro da sogra do Loló continuava inteiro...hehehe Quando estávamos na “crista” da Canastra, o restante do nosso pessoal que optou por não entrar pela balsa e sim por terra, começou a nos copiar pelo PX, assim, diminuímos o ritmo e eles puderam nos alcançar, de onde continuamos a viagem em aproximadamente 12 veículos. Chegamos a uma descida onde havia uma erosão um pouco complicada, mas todos passamos com êxito, para logo depois subirmos o morro do amor. Caímos numa descida de pedra entre curvas que tava “F” de descer. Após a descida que era bem perto da casa do Zezito, chegamos num grande buraco onde o Pedrão já estava de bico pra baixo.....hehehehe. ........ Puxamos ele de volta para passar com cautela e aí já era. Perdemos muito tempo para passar todos os veículos, pois realmente tava difícil.
Descemos todos os veículos e aí sim fomos para a Serra Branca, onde mais uma trilha de pedra nos aguardava. Passamos pela casa do Zezito e seguimos viagem, todos já bastante cansados, principalmente mulheres e crianças, pois estávamos há muito tempo dentro dos veículos. No inicio da serra, duas grandes valas para passarmos, mas deu tudo certo e seguimos morro acima com cuidado e todos se ajudando bastante com informações sobre pedras, valetas, buracos, qual o melhor caminho, etc... Aquele espírito de companheirismo de sempre!!!
Uma vez transpassada essa serra maravilhosa, reiniciamos o aproveitamento das belas paisagens e sempre com grandes dicas da Dna. Leonor (Lê), sobre as paisagens, os locais, as plantas, as pedras, histórias da região, etc. Continuamos estrada afora, pois, já havia escurecido e não víamos a hora de chegar às devidas pousadas para descansarmos um pouco e iniciarmos o planejamento do próximo passeio.
Chegamos na pousada por volta das 21h, descarregamos os carros, jantamos e todos bastante cansados fomos descansar, pois, não foi um dia fácil. Nem imaginamos o que nos aguardava no dia seguinte.....hehehehe Ficou combinado que faríamos uma visita a Cachoeira do Quilombo, para comemorarmos o aniversário do Stefano em alto estilo. Quando acordamos e nos preparávamos para sair, surge um problema na homocinética do vitara do Venê. Após desmontarmos a roda, concluímos que a coifa havia rompido e estava sem graxa e sem proteção. O Luiz deu a idéia da graxa e o Alberto trouxe dois copinhos de água de coco para fazermos um “curativo”. Feito isso, onde dois trabalhavam e dez olhavam e tomavam conta do pneu, partimos.
Encontramos o restante do pessoal no posto e por volta das 11h saímos em direção a tal cachoeira do quilombo, já bastante atrasados. Mais subidas e descidas, mais porteiras, mais “escritórios”, mais paisagens maravilhosas, passamos pela chamada Babilônia, onde há um divisor entre as terras férteis e não férteis da Canastra (show de bola). Tudo isso, sempre narrado pela Dna. Leonor (Lê). No topo havia um atoleiro onde alguns resolveram passar para se divertirem um pouco na lama. Aí sim que a Dna. “Pit”Vilma deu um show, passando pela lama com tamanha vontade que até arrancou a grade dianteira do vitara do Fábio. A maioria das mulheres aproveitou para passar dirigindo por essa lama, muitas vezes, bem melhor que os homens. Seguimos viagem, passando por outra subida íngreme e uma curva muito fechada e cheia de pedras. Nesse ponto fomos fotografados pela Dna. Leonor (Lê), que é profissional no assunto. Chegamos à primeira travessia de um rio, onde o Loló desesperou....kkkkk O primeiro foi um amigo do Pedrão de Land Rover, que encontramos pelo meio do caminho e o mesmo resolveu acompanhar nossa turma até a cachoeira, e em seguida o Loló encarou com a TR-4 da sogrona dele que também não fez feio, apesar de todos torcerem pra ele ficar no meio do rio (hehehe). Todos passaram com devida tranqüilidade, apesar do Edílson literalmente mergulhar no rio, e seguimos para a tão esperada cachoeira. Antes de descermos nas areias grossas da “praia”, outro riozinho para atravessarmos, mas como já estava chovendo em alguns pontos, esse rio estava um pouco mais alto, porém, também passamos. Aí sim, iniciamos a “festa” relâmpago do Stefano, já que em 10 ou 15min começou a chover forte e tivemos que sair correndo para os devidos veículos para seguir viagem, já que ainda estávamos bem longe das pousadas, já era um pouco tarde e o Pedrão avisando: “Loló, apressa a galera q a coisa vai ficar feia”. A chuva forte nos acompanhava, quando ouvimos a Dna. Miriam, toda energizada, falando que a caminhonete estava fervendo. Enquanto verificávamos o que havia com o motor, o Pedrão e o Luiz foram verificar a altura do rio que teríamos que atravessar para seguir viagem pelo caminho mais curto, quando veio a notícia: Não dá pra passar!!! F... Verificado que as pás da hélice do motor haviam quebrado e o radiador estava furado, procuramos um local por perto para deixarmos o veículo e seguirmos viagem pelo mesmo caminho que fizemos no dia anterior, subindo pela Serra Branca, pois naquele momento era o mais viável. A chuva continuava forte e nos acompanhando. Chegamos ao pé da serra e iniciamos a subida que estava muuuuuuiiiitttooo lisa e escorregadia, quando a F-250 do Diogão resolveu atolar....hehehe. Aqui começava a epopéia do domingão de carnaval.....hehehehe O Luiz, o Fábio e o Pedrão já haviam passado por uma das valas que era bem grande. Alberto, Venê, Loló, Nicola e Caco ainda não. Tentamos tirar a F-250 para cima, mas como estava muito liso não tinha como nenhum dos dois veículos de cima voltar para ajudar, porque logo após a vala havia uma pequena subida de uns 15 metros. As mulheres e crianças já estavam nervosas e stressadas e nada se resolvia. Descemos o carro do Caco, Nicola e Loló. Depois o carro do Venê com as mulheres e crianças que estavam antes da vala e da caminhonete. A descida estava bem perigosa e lisa, dificultando ainda mais toda essa operação. O Pedrão conseguiu lembrar de um caminho alternativo para dar a volta e se encontrar com as pessoas que estavam nos carros, na parte de baixo. Lembraram também de uma pousada onde as mulheres e crianças poderiam ficar até resolvermos o problema da F-250, que tava “F”. Assim, conseguimos resolver um grande problema. Enquanto o Venê, o Pedrão e o Caco resolviam isso, os outros continuavam tentando solucionar o problema da caminhonete. Com a ajuda de todos, conseguimos virar o vitara de frente para a descida, amarramos a caminhonete no vitara para que esse sustentasse a carroceria para não escorregar para o buraco, colocamos o PX num canal diferente pra ninguém ficar enchendo o saco e com muita cautela e calma, tiramos a caminhonete da valeta. Descemos o vitara com calma e muito medo e depois a caminhonete que é muito pesada, causando preocupação em todos. Graças e Deus deu tudo certo e fomos ao encontro de nossas famílias que estavam em local seguro. Resolvemos um problema, porém havia mais dois ainda sem solução: Por qual caminho seria a volta e De quem seria aquela obra-prima. Reunião de homens a pedido do Pedrão para resolvermos o caminho de volta: Opção 1: 50km de terra subindo pela Serra Branca até as pousadas. Opção 2: 50km de terra até o asfalto, passando por dois rios até o asfalto e depois mais 310km.
Votação feita juntamos nossos familiares e partimos preocupados em direção à Serra Branca, que nos aguardava numa total escuridão, porém, a chuva havia parado. Apesar de todas as dificuldades o espírito de união, cofraternização e companheirismo tomava conta de todos. O cansaço tomava conta, o stress estava aflorando em cada um, o nervosismo tomava conta, mas com confiança no Pedrão e na Dna. Leonor (Lê), subimos. Definimos a ordem do comboio para evitarmos mais problemas. O Loló pediu para ir em segundo porque seu filho mais novo estava com febre e cólicas intestinais, e caso houvesse algum problema ele poderia seguir viagem para melhor medicação. Todos concordaram.
A subida foi maravilhosa, sem problema nenhum, o tempo ajudou, Deus nos empurrou e nos tirou o sono e quando vencemos as pedras, comemoramos muito. A tensão foi diminuindo e o Loló iniciou uma conversa para descontração de todos, quanto a um enorme monte de bosta humana fresca(obra-prima), fedidíssima, encontrada no local do atoleiro ...... o Venê, sabendo de quem era, iniciou a animação com questionamentos, enquanto o Loló explicava a técnica de cagar na trilha ........ e daí pra frente foi gargalhada atrás de gargalhada ...... a Lucia e a Vilma quase fizeram xixi nas calças, .... o Pedrão e a Lê precisaram parar o carro na serra pois não estavam conseguindo dirigir de tanto rir ...... o Loló e o Venê colocando pilha no assunto para investigar respingo nos calcanhares, cuecas com freadas, marcas de dedos nos pára-choques e verificar quem estava sem papel pois o crime havia sido limpo com um pano de prato KKKKKKKKKK ............ O Loló propôs a todos os homens fazerem o teste da cueca e da meia, ou seja, ao final da trilha verificar quem estava sem cueca ou sem uma ou as duas meias. As mulheres fariam o teste da calcinha....hehehe.......o Diogo que reclamava que teve de passar por cima da bosta na hora da manobra e perguntava se tinha respingado na caminhonete e a cada 5 metros perguntava se a merda ainda estava no pneu...hehehe...... até agora, só o Vene e o Alberto sabem e não querem contar .......... Precisamos descobrir quem foi o assassino ou assassina...... hehehehehe Tirando duas vomitadas homéricas do Deckão, quando o Alberto trouxe água para limpeza e o Luiz uma toalha para eventuais novas vomitadas, que aconteceram, seguimos viagem... Cansados, mas unidos e felizes por termos chegados em nossas respectivas pousadas. Descansamos!!! Esse dia foi uma verdadeira cagada, mas que vai ficar em nossas memórias para sempre...Infelizmente, pela tensão, ninguém tirou foto. Novo dia!!! Dia de contar histórias do dia anterior, dia de lembrarmos os momentos difíceis que passamos juntos, dia de lembrarmos P da vida que ninguém tirou uma foto sequer das dificuldades que passamos, dia de limpeza nos carros, dia de descansarmos e as crianças poderem visitar duas cachoeiras a pé, dentro da própria fazenda da pousada onde puderam nadar e se divertirem, dia de sentarmos em volta de uma mesa e nos confraternizarmos, contar histórias, dar boas ridas, tomarmos uma cerveja geladinha e algumas caipirinhas da Dna. Lúcia, dia do Nicola cair na descida do rio e ninguém filmar nem fotografar, dia da molecada fazer uma festa de carnaval, dia da Flávia errar o chute no Tornô e acertar uma raiz de arvore e quebrar o dedinho do pé, etc, etc... É isso que vale a pena: as amizades, as risadas, as brincadeiras e principalmente a união e confraternização de todos. Tudo ia bem até o começo da noite, quando o Venê resolveu colocar um dvd da “velha” guarda, aí acabou com tudo e fomos dormir....kkkkk... Só a Lucia , o Vene e a Miriam conheciam as músicas ..... A Miriam, de uma educação tremenda, sempre respondendo às afirmações do Venê quando questionada sobre as músicas...Parabéns Miriam e muito obrigado por dividir conosco o peso dessa mala!!! hehehehe
Próximo e último dia. O Dekão passa a noite pior e acorda pior, assim, o Loló tomou a decisão de voltar antes da turma, sem visitar a cachoeira Casca Danta. Viajaram bem, chegaram bem e o André foi medicado pelo avô e a noite já estava melhor, graças ao nosso bom Deus. Todos os amigos solidários ao Dekão aguardaram a saída do Loló para seguir à Casca Danta ..... Foi um passeio muito legal onde todos aproveitaram bastante ....... é um local realmente maravilhoso .... Por volta das 14:30 h estávamos de volta para almoço e seguir viagem de volta .... Chegamos por volta da meia-noite de terça para quarta-feira!!
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